Escolhas

Escolhas

Falamos tanto do livre-arbitrio e não lembramos que as escolhas devem ser respeitadas. Nossa sociedade hoje vive uma normose, patologia da normalidade, que não permite que as pessoas escolham sua passagem. O desequilíbrio vem da desorientação do desejo. Nós muitas vezes nos confundimos com o desejo do outro, acreditamos que fazemos o melhor para o outro quando na verdade estamos fazendo escolhas pautadas em nosso modelo mental sem levar em consideração o que o outro realmente quer.

A começar que a vida não é o contrário da morte e sim o nascimento, pois a vida em si é eterna e a morte é uma passagem para outro estado de consciência. É nesta condição que São João denomina “a vida eterna”, ou seja, nesse lugar íntimo não condicionado.

Penso que a razão mais profunda de termos medo da morte é justamente não sabermos quem somos e não entendermos que a vida é uma dança de formas transitórias, o viver no transitar da impermanência em nosso dia a dia.
Ter a impermanência no coracao é tornar-se lentamente livre da idéia de apego, da nossa visao distorcida e destrutiva de permanência, da falsa paixão pela segurança que usamos como base para tudo que construímos”(O livro Tibetano do viver e do morrer) somos espaço, olhando para o espaço, através do espaço! E a impermanência esta na vida, na liderança motivadora, na inspiração divina. É preciso expandIr a consciência de todos os níveis e tipos. Nosso ego é a manifestação física da nossa essência e por isso precisamos resgatar essências onde só há potencial.
E a crise é uma ótima oportunidade para nos reconhecer, uma vez que na pressão é onde nossas sombras se manifestam e podemos entender o quanto evoluimos ou não. E, justamente neste momento podemos avaliar a impecabilidade com o que se vê, age e quer curar no mundo para atingir a maestria.

Todos nós nos manifestamos de acordo com o tempo e lugar que estamos. Portanto, estamos em um estado que pode mudar de acordo com o olhar que temos perante o mundo e de fato manifestar nossa vocação através do estado de vivência, a finalidade, todos os aspectos da consciência humana. Quanto mais vocacionado mais pleno de si. E para isso é necessário ter a coragem de entender que a sociedade muitas vezes esta limitada para este novo olhar, e que possivelmente teremos que transcender uma cultura arcaica onde hábitos e paradigmas não nos servem mais, e para isso o não se enquadrar. A pergunta que fica é se estamos dispostos a isso, por que valer a pena tenha plana convicção que vale!


Fernanda Dutra é Formada em Administração de Empresas pela Universidade Paulista e Artes Plásticas pela Escola Panamericana de Arte. Pós-graduada em Gestão Estratégica de Pessoas  e  em Marketing ambas pelo Mackenzie. Pós – graduada em Transdisciplinaridade  em Educação, Saúde, Liderança e Cultura de paz pela Universidade da Paz.

By | 2016-04-18T18:33:54-03:00 abril 18th, 2016|Artigos, Fernanda Dutra|Comentários desativados em Escolhas

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